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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Começa 2010!



Número REDONDO. Mas será que não pode ser QUADRADO?

Nem sei porque, mas aquele sentimento de "cansaço"anda invadindo minha mente de novo, e agora toma conta do meu corpo e do resto do meu ser. O único que continua inquieto e sempre vivo é meu espírito... Esse eu acredito que nunca vai parar de querer seguir em frente.

E voltando a canseira, nem vontade de escrever tanto tenho. Escrevo para colocar a fora o que fica dentro, mas que não pode ficar. Faz mal, faz mal pra pele, faz mal pro coração e para a convivência com os demais. Consequentemente faz mal para nossa limitada inteligência e também para a bendita sensatez. Por falar nesta, ando de saco cheio dela, mas ela me persegue. Parece que nasceu encravada em mim.

O jeito é continuar aproveitando um pouco o mundo que os "outros"acham que é de sonhos. Meu mundo é tão real quanto um notíciario na TV. O que passamos aqui são consequências. Sempre.
E o que fazemos são causas, sempre.

Vou tentando fazer com que minha mente governe meu coração, de uma maneira como nunca tentei antes. Ele que de tempos pra cá comanda minhas decisões, vai ficar de lado por uns tempos. Fazer uso da razão vai ser meu principal meio de sobrevivência ao "redondismo"desse ano que se inicia.

E, não prestem tanta atenção a esse post. Quem comanda agora é o fastio, e ele nunca foi bom conselheiro muito menos animador de ninguém... As grandes besteiras do mundo que o digam!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sou filha de Yansã!


Yansã é o Orixá que rege a lei maior , ela é a lei atuando no sentido de redirecionar os seres que se desequilibram.

Ela é o vendaval, que desaba e a ventania que faz tudo balançar.
As filhas de Yansã são de natureza direcionadora e movimentadora. Emotivas e se não se impõem, revoltam-se e abandonam quem não se submete a elas, e logo estão estabelecendo novas ligações... onde se imporão.
Como o yin/yang, todos temos o pólo positivo e o negativo, então: As filhas de Yansã, no negativo, são apaixonadas, bravas, emotivas, de pavio curto, falantes, briguentas,intolerantes, não perdoam quem as magoa e são explosivas.

Já no positivo, são envolventes, risonhas, alegres, amorosas, possessivas com os seus, amigas e companheiras leais, mulheres atiradas que tomam iniciativas ousadas, expeditas, ágeis no pensar e no falar,objetivas, lutadoras e líderes natas.
Apreciam festas, pessoas falantes e alegres, ambientes alegres e multicoloridos, viagens a passeio, homens envolventes e trabalhos agitados.
Detestam homens introvertidos, reuniões monótonas, amizades egoístas, ambientes conservadores, trabalhos ou deveres monótonos, comidas pesadas, roupas sóbrias, a "prisão" da vida doméstica, a repetição das mesmas coisas no dia-a-dia.
São de estatura média e de compleição física curvilínea bem delineada, tendendo para o sensualismo.
As filhas de Yansã são muito apegadas ás suas moradas e apreciam ficar com suas amigas íntimas, com as quais se dão muito bem e se apegam com facilidade.São muito seletivas e só se apaixonam de fato se o homem for muito envolvente. Do contrário, assim como os atrai os dispensa com uma rapidez impressionante.
Na astrologia as filhas de Yansã são regidas pelo sol. Na numerologia seu número é o treze.Na fé é a novidade que a renova na mente e no coração dos seres.
Na vida é a busca de melhores condições de vida para os seres. Na criação divina, è a busca de adaptação do ser no meio onde vive.

Eparrei minha mãe Yansã!





Fonte:Gênese divina de umbanda sagrada - Rubens Saraceni.

sábado, 26 de setembro de 2009

Desabafo. A vida é um eterno desabafo.


Gostaria de entender os porquês dessa vida, especialmente, os meus porquês.

Acredito que todos viemos à esse mundo com uma missão implicíta, que cabe a cada um encontrar a melhor maneira de descobri-la, apesar de essa descoberta ser repleta de caminhos e voltas que trazem alegrias, regojizos, mas também trazem tristezas e dores.

"Se era essa minha missão, porque tinha que ser tão difícil? E se é difícil, cadê a força para lutar? Cadê a ajuda?!"

Deus me perdoe, mas esses questionamentos não deixam de passar por entre minha mente, que anda certa e confusa a respeito desses acontecimentos presentes, a respeito das atitudes tomadas e das escolhas que já foram feitas, e das que ainda TENHO que fazer.

A única coisa que não deveria acontecer é criarmos laços com as ditas 'missões' que temos a cumprir. A dor aumenta quando elas são difíceis, e fazem com que pensemos em desistir, principalmente naquelas situações onde as escolhas não dependem só de nós mesmos.

Deus me segure, me guie e me ilumine. Guie meus passos e minhas atitudes. Porque se era pra ser assim, assim está sendo e vou completar essa tarefa com todo o coração, ainda que meu egoísmo peça que eu mude, que eu me entregue e a deixe de lado; ainda que machuque, que me faça mal e que me faça desacreditar no sentimento mais belo do mundo, ao menos para mim.

Eu cheguei em boa hora, mas não em hora boa pra mim. Eu sei que meu apego, minha dedicação e minhas horas intermináveis de Amor Incondicional prestado vão servir de alguma coisa no futuro, ainda que no presente toda essa conjuntura pareça ser 'paranóia', 'insistência', 'falta de apoio e de confiança'...

Eu sinto, quase que como uma certeza, que um dia, em um mísero detalhe eu estarei certa e que algo que eu disse ou fiz pode mudar uma situação, ou até uma vida pra melhor. E essa vida não é minha, mas considero parte de mim, uma parte essencial, uma parte vital. E nesse dia, eu vou olhar pro céu, agradecer a Deus, e saber que eu fiz a coisa certa.

E desde já agradeço, independente de sentir uma imensa dor no peito, e de saber que perderei uma das mais importantes histórias que eu pude e poderia ter vivido. Se não vai pelo bem, infelizmente, minha parte foi feita e agora a vida fará a dela.

"Deus sabe o que faz." ELE sabe, e como sabe... Por isso entrego tudo, TUDO em Suas Mãos.

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domingo, 6 de setembro de 2009

Antigas sem Data [Continuação]

Sempre encontro uma poesia ou algum texto perdido entre cadernos e papéis guardados dentro de gavetas, armários. Às vezes nem eu acredito que tanto já escrevi; nem se quer lembro quando e nem por qual motivo.
Minhas dores e minhas alegrias sempre me motivam, sempre me inspiram. Essa semana, depois de tamanhos acontecimentos de forte caráter pessoal e sentimental, encontrei um caderno que me serviu de alento, e de arrependimento, e de nem sei o quê. Algumas coisas escritas pareciam premonições, como se eu já soubesse tudo que eu iria viver e tivesse expresso minha vida através das palavras, dos poemas, poesias e canções.
Decidi compartilhar com quem quer que seja, com quem quer que leia, todas essas palavras que me despem, que me mostram pura e complexamente. "Já escrevo sem entender", assim pensava antes e continuo a pensar.

Segue o primeiro dos Antigos sem Data, que retrata bem o momento de agora. "Cala-te boca!"

É por acreditar que sigo
Ainda que eu mesma me diga, repetidas vezes,
Que é mentira, que não sinto
E que Nada do que quero
Está ao alcançe da Realidade.

Por lutar contra meus sonhos
Sofro, choro e me escondo
Atrás da máscara da tranquiliade
Encenando uma serena personalidade
Que fervilha, borbulha por dentro.

No ponto alto dos meus sentimentos
A insana voz do Amor grita
E por [má] sorte da [perversa] Razão
É sufocada pela mordaça do traumático
Anti-romântico e frustrado medo.

Aquela voz me disse, "Acredite!"
E seus ecos me guiam nas noites
Nas quais mais me sinto perdida
Olhando pro nada e pensando no tudo
Buscando ainda calar a crença
Que move meu Coração.


Se alguém entender... Me sentirei menos sozinha, rs.

sábado, 22 de agosto de 2009

"Eu quero o que todos querem..."


Ser feliz deveria ser assuntos de teses de doutorado ou de discussões de domínio público. Todo mundo busca a tão desejada "felicidade", isso através de tantos outros sentimentos.

Mas, a felicidade tem um "defeito" que quase ninguém percebe: a inconstância. Ela pode estar aqui agora, plena, bela, saltitando em corações apaixonados, em bolsos afortunados ou em olhares gratos. Em questão de minutos, ela some; toma outro rumo, distante, deixando os outrora citados, ao léu.

A felicidade e sua oscilante jornada faz com que muitos não acreditem em sua existência. Por vezes, decepções fazem com que essa existência seja apenas mais um "sonho" ou então seja apenas mais um fardo.

E quem realmente é feliz?

Aquele que não sabe medir diferenças. Aquele que é chamado de louco, por considerar que as coisas ruins podem ser boas.

Levar consigo apenas o que foi, o que é, e o que será de bom.
Esse é um dos maiores desafios humanos, ainda que muitos digam que não.

domingo, 9 de agosto de 2009

Pensamentos de Joana - Parte I: "A Ovelha Desagradável Agradadável"


E Joana, seguindo seu caminho diário, pensa e devaneia a respeito do seu ser. Voa, voa Joana! Dia desses seus lamentos inquetantes em sua mente, virarão poesia ou canção... Ou apenas uma carta, para ninguém, jogada em um caixa velha, em um canto de um quarto qualquer, de um apartamento qualquer...

"Queria ser tanta coisa! Por vezes não queria ser eu. Se eu pudesse, seria aquela que não causa dor ou infelicidade ou qualquer sentimento ruim a ninguém. A perfeição que todo mundo procura... Mas não sou. E isso dói, machuca intensamente. Eu e minha mania perfeccionista...

Pra falar a verdade, existem as pessoas específicas para quem eu gostaria de ser ÓTIMA, sem em nenhum momento sentir que eu fui responsável pelo apagar de um sorriso. E nesses casos, a dor intensa se torna quase insuportável.


Queria ser, mas não sou.
Infelizmente, mesmo quando tento agradar, eu erro; por melhor que seja minha intenção. Parece que todo e qualquer ato de benefício ao próximo, especialmente aos "meus", é errôneo, é falso, é insuficiente, é absurdo, é exagerado. Sim, eu já tentei me preocupar comigo mesmo, e exclusivamente comigo; já tentei desviar meus pensamentos; já tentei mudar isso em mim.

E pensando muito, finalmente chego a uma conclusão provisória: Talvez esse seja o meu papel. Mesmo tentando ser "boa", acabo sendo ruim, sendo aquela que faz com que esse mundo se torne mais real; sendo aquela que no lugar do carinho, dá o tapa; aquela que no lugar da atenção, dá o desprezo; que só aponta o ruim e não o bom.

Mas pensando BEM, talvez o mundo real é o que se realmente se tenha que ser visto, e o tapa sirva de alerta, e o desprezo mostre o que é fato e que o ruim que foi apontado, possa ser notado e mudado pro MELHOR.
Talvez essa seja a minha maneira de "desagradar agradando". E sei que nisso TENHO reconhecimento. Ser errado nem sempre é ser ruim...

Um dia, quem sabe, tudo que era errado se torne mais certo do que nunca. Quem sabe eu seja visionária, que eu veja a longo prazo, que eu pense no futuro. E que eu tente ajudar, mesmo que da pior maneira, mas que tente ajudar.

Escute quem escutar, leia quem ler. Se te machuquei, tenha certeza que não foi por querer.
Certamente eu só queria o melhor pra você. O mundo que não compreende que esse é meu modo de proteger, de querer bem, de amar. Com essa carta me afasto de tudo. Espero apenas que um dia, eu esteja certa ao menos no minímo detalhe."

Ah, Joana! Te guardo com o intenso da sua esperança exaltada nos "talvez"da vida!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Cansaço




Quando ele chega não há o que se fazer para mudar.
Tudo aborrece, nada muda, tudo entristesse...
A única vontade é mudar.

Mudar de lugar
Mudar de cidade,
Mudar de país,
Mudar de mundo.
Mudar de cadeira,
Mudar de posição,
Mudar de jeito,
Mudar de mim.

Isso. Mudar de mim.

Viver as mesmas coisas, sentir as mesmas dores
E sentir saudades das mesmas felicidades.

A rotina gera o tédio e o tédio, ele, o cansaço.
Ele que toma conta de mim a cada dia, a cada minuto latente nos segundos e milésimos de segundo que se passam.

Minha vida não aguenta mais,
Meus dias não aguentam mais,
Meus sentimentos não aguentam mais,
Eu não aguento mais.

Ainda tenho meu lugar de refúgio, ainda que os acontecimentos não me deixem chegar até ele. Dessa vez foi difícil dar a devida atenção ao local onde muitas vezes chorei dores e sorri alegrias.
E ainda é difícil. Meu mundo particular, minhas viagens interdimensionais, meus sonhos.

Meu conto de fadas que insiste em viver, ainda que a realidade grite no meu ouvido que ele nunca vai conseguir existir. Mas o conto é meu. Esse mundo é meu. Ele é o meu refúgio quando Deus me permite que ele seja...

O descanço para o meu cansaço não está perto de chegar.

Acho que chegou a hora de deixar de cansar.

Depois de tanto, faço uma nova descoberta: não me é permitido cansar. Não foi essa a missão que a mim foi designada, mesmo que minha fraqueza insista em querer me mostrar o contrário.

Solução: (Des)Cansar então.