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quarta-feira, 27 de abril de 2011

As vezes...


falar é complexo.

É fácil falar de felicidade quando se está feliz... Mas difícil quando não se está.

Tenho medo das mudanças de sentimento, daquelas que nos fazem sentir como se a felicidade fosse inatingível e que todos os problemas são sem solução.

Se a tendência da tristeza é afastar qualquer momento de alegria e da alegria afastar qualquer momento de tristeza, mudemos de ótica então: ainda que tristes, vamos pensar na felicidade.

Afinal, atraímos o que nos é semelhante e essa é uma lei imutável da vida.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Pés, estrada e...






Os pequeninos pés cruzavam a estrada
E os olhos nervosos, o horizonte;
Dentro daquele menino
Nascia um grande homem.

Aonde vão seus sonhos?
Junto aos pés ou ao horizonte?
Ainda não se sabe
Qual dos dois leva mais longe.


domingo, 6 de março de 2011

Sonhos


"Sonhos." - ela sorri.

- "Sonhos são aquelas coisas que ficam na sua mente, vagueando, andando, rodando. Fazem você perder o sono, se pra eles você dá valor; te deixam em paz, se você não se importa com a presença, ou com a falta deles... São como os sentimentos. E sim, os sonhos são como, e são o Amor.

E hoje eu acho que sonhar é melhor que antes. Antes eu sonhava, não realizava e me frustrava. Hoje eu sonho, não realizo, mas continuo. Sonhando e tentando viver dos sonhos, sorrindo, sonhando, sorrinhando... E eis que uma hora, chega a hora."


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Verdade... ou fantasia?






Frustrações a parte, acho que estou bem, ainda que frustrada com o mundo.
Nada é mais do jeito que parecia ser e agora, nem eu sei por onde seguir, ou se quer o que fazer.
Perdida, sozinha mas não solitária, penso no que me vale a pena e para quem eu valho a pena... Difícil demais acreditar que pessoas possam amar de verdade, falar a verdade, viver a verdade. Acho que nem eu vivo a verdade.

Não tão boa para os textos e poesias, faço um desabafo: mundo, mundo, tal mundo "real", comece a me agradar. Caso contrário a convivência vai ficar muito pior e eu vou me mudar pro mundo de onde nunca deveria ter saído, o mundo da fantasia.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ano novo: desapego!





Nem apareci para falar nada sobre o ano "novo".
De novo, não tem muita coisa. Novamente preciso largar alguma coisa, ou ser largada por algo, ou alguém.
Daí, já entra a minha grande tendência de vida: nada é eterno. Nada. Ao menos no plano físico...
Eu até tento imaginar que vai ser pra sempre, mas se nem essa vida será assim, porque então se iludir?

Mais uma vez vou ser obrigada a faxinar meu coração. É, isso mesmo: faxinar o coração. Deixar muita coisa no passado, pensar no presente e um tanto no futuro, que querendo ou não, é sempre imprevisível.

Bem que dizem que praticar o desapego é necessário. Mas, acredito que cada um que tenta, sabe como pode doer.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Depois das maravilhas...




Entre idas e vindas, aprendemos que nem sempre tudo é como se quer,
Nem sempre tudo é como se vê
E nem sempre tudo é como se sente.

Só vale acreditar que um dia haverá uma explicação para tudo,
E o caminho, é só coadjuvante dos sonhos.

E os sonhos... São reflexo do futuro. Mas do futuro inimaginável (ou não) aos olhos de então ditos mortais, que aqui habitam, que aqui devaneiam, que aqui imaginam que certo fazem, enquanto o certo mora nos seus corações.

É, nos corações. Pena que cegos, suicidando o que de mais bonito poderiam fazer para que o plano acima dos planos fosse realizado antes do tempo definido.

As pérolas devem ser atiradas aos porcos. Mas apenas em pequenas quantidades.
Os porcos são inteligentes, ou apenas pensam que são.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Recentes com data e com sentimento e com tanto e tanto e tanto...




Perdi as esperanças, ganhei inspiração.
O grande conto de felicidade se acaba
E agora resta aquela dor sensata
Que vagueia, roda, roda
Vira, mexe, invade.
Invade o todo,
A cabeça, a alma, o coração
E os olhos... que expressam o que a boca
Insiste em querer gritar.

Eis que jogo tudo ao vento.

Vida agora, é murmúrio e lamento
Da tristeza que veio da maior alegria
"Porque não ser a menor tristeza?"
Assim sofre e devaneia
O pobre do meu coração.


04/08/2010 - 00:30