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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Verdade... ou fantasia?






Frustrações a parte, acho que estou bem, ainda que frustrada com o mundo.
Nada é mais do jeito que parecia ser e agora, nem eu sei por onde seguir, ou se quer o que fazer.
Perdida, sozinha mas não solitária, penso no que me vale a pena e para quem eu valho a pena... Difícil demais acreditar que pessoas possam amar de verdade, falar a verdade, viver a verdade. Acho que nem eu vivo a verdade.

Não tão boa para os textos e poesias, faço um desabafo: mundo, mundo, tal mundo "real", comece a me agradar. Caso contrário a convivência vai ficar muito pior e eu vou me mudar pro mundo de onde nunca deveria ter saído, o mundo da fantasia.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ano novo: desapego!





Nem apareci para falar nada sobre o ano "novo".
De novo, não tem muita coisa. Novamente preciso largar alguma coisa, ou ser largada por algo, ou alguém.
Daí, já entra a minha grande tendência de vida: nada é eterno. Nada. Ao menos no plano físico...
Eu até tento imaginar que vai ser pra sempre, mas se nem essa vida será assim, porque então se iludir?

Mais uma vez vou ser obrigada a faxinar meu coração. É, isso mesmo: faxinar o coração. Deixar muita coisa no passado, pensar no presente e um tanto no futuro, que querendo ou não, é sempre imprevisível.

Bem que dizem que praticar o desapego é necessário. Mas, acredito que cada um que tenta, sabe como pode doer.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Depois das maravilhas...




Entre idas e vindas, aprendemos que nem sempre tudo é como se quer,
Nem sempre tudo é como se vê
E nem sempre tudo é como se sente.

Só vale acreditar que um dia haverá uma explicação para tudo,
E o caminho, é só coadjuvante dos sonhos.

E os sonhos... São reflexo do futuro. Mas do futuro inimaginável (ou não) aos olhos de então ditos mortais, que aqui habitam, que aqui devaneiam, que aqui imaginam que certo fazem, enquanto o certo mora nos seus corações.

É, nos corações. Pena que cegos, suicidando o que de mais bonito poderiam fazer para que o plano acima dos planos fosse realizado antes do tempo definido.

As pérolas devem ser atiradas aos porcos. Mas apenas em pequenas quantidades.
Os porcos são inteligentes, ou apenas pensam que são.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Recentes com data e com sentimento e com tanto e tanto e tanto...




Perdi as esperanças, ganhei inspiração.
O grande conto de felicidade se acaba
E agora resta aquela dor sensata
Que vagueia, roda, roda
Vira, mexe, invade.
Invade o todo,
A cabeça, a alma, o coração
E os olhos... que expressam o que a boca
Insiste em querer gritar.

Eis que jogo tudo ao vento.

Vida agora, é murmúrio e lamento
Da tristeza que veio da maior alegria
"Porque não ser a menor tristeza?"
Assim sofre e devaneia
O pobre do meu coração.


04/08/2010 - 00:30

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Confissão... e Utópia




Ela nunca quis fazer dos seus textos um "consultório". Acredito que tenho alguma coisa de "artista" dentro dela, e ela sempre quis exprimir isso de alguma maneira. Eis que escrever lhe foi útil...

Porém, nos últimos tempos, sentiu uma enorme necessidade de "falar" (e eu diria até de "berrar") a quem quiser a sua angústia.

Os dias se seguem sem muito valor, e ela não pensa nisso com um caráter depressivo, mas talvez momentaneamente triste.

Uma sonhadora perdida em um mundo no qual não se encontra solução para o que ela considera um (ou muitos) problema(s). As pessoas ao seu redor são egoístas para pensarem somente em seus umbigos, ainda que por trás do desfarçe da "ajuda ao próximo". Atitudes negativas crescem no mundo inteiro, sentimentos ruins se espalham com mais facilidade que nunca... E ela se pergunta se isso vai ser sempre assim, e sem esperanças ainda completa com o "ou se ainda vai piorar"...

Cansada, se tornando insensível (ou mais sensível), busca encontrar algo que preencha o vazio que toda essa conjuntura acaba colocando em seu peito. Além de aspectos de vida, temos sentimentos... E eles ajudam, preenchem um espaço que é reservado só a eles. E quanto melhores eles são, maior é a sensação de plenitude.

Talvez seja isso que a sonhadora queira. Suas lembranças do passado são repletas de momentos felizes... Mas os fatos do presente fazem com que ela lembre também do que foi ruim, e pense também nos acontecimentos tristes que poderão surgir. E isso é tão forte, tão mais forte que a esperança que carrega no coração, que o medo toma conta de si. E dói. Ela sente a dor da tristeza antes mesmo que a tristeza aconteça.

Talvez não seja o melhor, mas é o mais seguro. Se a felicidade a encontrar, certamente ela achará que fez o certo; caso contrário, pensará da mesma maneira.



"A única certeza é que não existe certeza." (Plínio)

sexta-feira, 23 de julho de 2010



Eu gostava de acreditar que era real
De me perder na emoção e não querer mais voltar
De sentir carinho, de abraçar, de sorrir
E de ter a torcida toda a favor

Meus olhos sem enchem de lágrimas
Hoje não acredito mais em nada
Nem em palavras, gestos, sentimentos
Tudo foi embora, virando "conto de fada".

O que me resta agora é decidir pelo melhor.
O melhor mais que pior para mim,
O pior mais que melhor para outrém.


"Nada a declarar
A não ser a saudade que bate em meu peito..."

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Preso. Emoção. Livre. Coração.



Quero viver uma emoção
Forte, intrépida, sem fim
Só para esquecer de uma vez
Que passo meus dias a fio
Sempre no mesmo correr

As coisas vão para o seu lugar
E nada parece mudar

E por ignorância, má fé, “sei lá”...
Continuo, sem parar,
Sem parar
Sem parar,
Sem parar...